sábado, 29 de dezembro de 2012







                                                    A casa no alto da colina

Ela se levantou pela manhã naquela casa fria e vazia, passou a mão pelo lado esquerdo da cama e lembrou-se que estava dormindo sozinha, do mesmo modo que dormia a meses depois dele partir.
Virou-se na cama ficando olhando para o teto alto e cheio de desenhos abstratos, sentiu sozinha mais uma vez, dessa vez uma angustia tomou conta do seu coração.
Criou coragem, levantou se da cama colocou a cobertura de sua roupa debaixo, caminhou até a janela grande e antiga, olhou através do vidro empoeirado. Lá fora notara como o tempo estava nublado e não conseguia ver adiante, do outro lado das colinas cheia de crepúsculos.
Sentou na beirada da janela grande, e lá ficou durante uns cinco minutos, olhando seu jardim grande e cheio de rosas de diversas as cores, de lá também poderia ver a entrada do casarão, um portão velho, alto, cheio de ferrugem por causa do tempo frio la nas colinas, e sabia que apenas olhar não o faria voltar, ela sabia que mesmo que fizesse algo, ele não voltaria.
Se levantou da beirada da janela e caminhou até a porta do quarto, abriu, caminhou pelo extenso corredor do casarão, escuro e ligeiramente assustador. Chegou até as escadas compridas, segurou no corrimão e desceu lentamente arrastando a cobertura de sua roupa pelo chão, deu voltas no salão de entrada tocando nas plantas e cheirando-as, sorria ao sentir o cheiro delas.
Parou diante da porta de entrada, abriu-a e seus olhos cegaram ao ver o imenso clarão que vinha do lado de fora, desceu as escadas velhas e sujas, andou descalça até a fonte que já não saia mais água, sentou –se na beirada dela, tocou em todas as partes que aquele momento lhe permitirá, olhou tudo como nunca havia olhado antes, levantou-se e caminhou até o portão velho e emperrado, abriu, sem fachá-lo continuou a caminhar até chegar a um penhasco alto logo a frente de sua casa, ficou parada a frente dele, olhou lá para baixo, olhou a sua frente, e finalmente olhou para o céu, sussurrou algo que apenas ela e os espíritos poderiam ouvir, e quando não esperava mais nada da vida, jogou-se estatelando-se na água fria que rodeava sua casa no alto da colina. 




L. C. Medeiros 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Frustração

 Quando eu comecei a entender a vida, passei a imaginar a razão de todas as coisas que queremos e precisamos.
  Conclui que nem sempre queremos o que precisamos, quase sempre optamos por aquilo que pode nos magoar, conclui também que o ser humano é burro, se acha o mais inteligente das espécies, mas na realidade é o mais burro e covarde.
 Algo que realmente me frustra é ver todas essas pessoas vivendo suas vidas monótonas e chatas, indo atrás de coisas óbvias, querendo coisas que não precisam ou querem por um simples e ridículo capricho, pessoas que não lutam por algo a mais e se acomodam com aquilo que tem, achando que é o suficiente, e quando estão no fim de suas vidas inúteis percebem que podiam ter conquistado muito mais do que aquela vidinha de merda.
 Às vezes paro pra pensar que muitas pessoas se resumem e ir trabalhar, outras a cuidar da sua família, e tem outras que se resumem a cuidar da SUA vida, falar do que você faz e criticar o jeito que você fala, faz, educa sua familia.
 Todos os dias, desde que nascemos até o fim de nossas vidas, temos que ouvir pessoas nos dizendo como agir, como nos vestir, como falar, como comer, o que comer e com qual tipo de pessoa devemos andar. 
 A vida toda temos que suportar tudo o que essa sociedade ridicularizada nos impõe, tentando nos fazer acreditar que tem que ser do jeito que eles dizem, tentando nos moldar como eles são.
 Depois dizem que no mundo existe a tal da igualdade, bom até hoje eu não conheço isso. A única coisa que vi foi pessoas discriminando outras pelo seu jeito de vestir, pela sua classe social, pela sua cor, pela sua etnia e por várias coisas que eles inventam pra tentar ser superior, mas na realidade são um bando de lixo que nem pra reciclar tem serventia.
 Espero muito pessoas, todas tem muito o que mostrar, poucas querem mostrar do que são capazes. Acredito que um dia essa merda vai mudar, que as pessoas serão mais justas e humildes, serão mais amigas e compreensivas, acredito que elas tentarão mudar tudo aquilo que não as deixem satisfeitas, que elas corram atrás de tudo aquilo que acreditam, que elas sonhem e tentem realizar, que no futuro não sejam apenas pessoas futeis, vivendo em suas vidas de merda e se lamentando por nao ter lutado por aquilo que acreditavam que podia ser melhor. 
 Por enquanto que isso não acontece farei minha parte como sempre... acordar, agradecer, sonhar, tentar, acreditar, procurar,correr, conseguir, fechar os olhos e descansar.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lembranças de Inverno 3

  Me vejo aqui, perdida em um lugar que eu desconheço, e isso está dentro de mim, dentro dos meus sentimentos, medos e desejos. E sabe eu tenho muito medo disso, medo de ter medo do que eu sonhei e desejei, medo de perder mais do que eu perdi, medo de me afastar daquilo que eu realmente amo, mas e tão complicado continuar aqui sabendo que nada do que eu quis vai se realizar, talvez daqui um tempo se torne apenas lembranças de coisas que hoje são reais e muito próximas de mim ou talvez eu apenas não queira deixar isso virar lembrança, talvez eu queira tornar isso real, talvez eu queira esquecer completamente, talvez eu não saiba o que quero.
  Eu aprendi que não temos coisas que queremos e sim que precisamos. Eu quero estar ai ao seu lado, mas pode ser que estar ao seu lado não seja o que eu realmente preciso.
  Eu aprendi que tudo que vivemos é uma prova, pode ser que seja um simples teste, mas pode ser também a prova final, onde tudo acaba e nós ficamos bem (ou não), aprendi que cada momento é unico mesmo que seja efêmero e nunca mais volte.
  Aprendi que cada palavra escrita retrata o que você vive ou o que você quer viver, aprendi que estar com você pode ser a melhor coisa do mundo, mas aprendi que pode também não ser, aprendi com você que ter alguém com que possa compartilhar tudo o que sente é importante e essencial.
  Me desculpe por não poder ficar e continuar, me desculpe por não poder aguentar, você sabe que é pra mim algo contraditório que nem eu ao menos consigo decifrar, é como amor e ódio, é como se sentisse tudo e ao mesmo tempo sentisse nada, me desculpe por não poder continuar, talvez eu volte, talvez um dia eu consiga cotinuar, mas agora eu quero parar, descançar e dormir.

domingo, 31 de julho de 2011

Lembranças de Inverno 2


  Nunca sabemos quando algo bom ou ruim pode acabar. Seria muito pedir para que soubessemos? Assim poderiamos nos preparar, saber se logo iriamos estar felizes, ou se estariamos tristes.
 Eu nunca pedi essas coisas, sempre tive medo de saber o que aconteceria depois, sempre tive medo de arriscar e não ser nada do que eu queria e sonhava, tinha medo de um simples beijo com medo de me apaixonar.
 Quando somos jovens achamos que tudo é o fim do mundo, eu sei que não é, mas nesse nosso mundo, o mundo que nós criamos nossos sonhos e desejos, qualquer coisa pode ser o fim do mundo.
 Nesse inverno eu me apaixonei, e foi muito forte, algo além do que eu poderia imaginar, algo que eu não queria sentir, mas acabei sentindo. Nunca sabemos como isso de paixão começa,  ela apenas começa e a gente nem vê.
 Só sabemos quando acaba, porque é muito dificil de aguentar a dor, de saber que perdemos algo que desejavamos todos os dias, e não há nada que possa descrever o que você realmente sente, seja por lagrimas, músicas, textos, mas nada descreve o que você sente. 
 Eu achei que poderia ser forte e estar aqui sempre por você, mas eu descobri que eu não sou forte, não o suficiente pra estar aqui sempre pra você, mas sou forte pra conter meu choro, sou forte pra conter as palavras, sou forte pra seguir adiante, mas o sentimento não morre, não quando ele é verdadeiro.



segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lembranças de Inverno.



 Um dia, ela encontrou ele, por um acaso, não foi tão clichê como nos filmes, quando os mocinhos se apaixonam a primeira vista, foi algo diferente, talvez até impossivel de imaginar que dali nasceria um sentimento tão forte.
 Eles brincavam como dois adolescentes, como amigos de infância, ele gostava do jeito dela, e ela amava o jeito que ele sorria,  eles se chamavam de irmãos na maior inocência, ou não.
 O tempo foi passando, e eles se viam na necessidade de se falar todos os dias, ela começava se ver perdida em tudo o que ela sentia e não queria admitir, ele se encontrava perdido em tudo o que sentia e por ter medo de sentir. 
 Ela disse a ele tudo o que sentia, encorajado ele retribuiu, e assim nascia ali uma história, talvez efêmera, ou talvez eterna. 
 Ela queria ele mais que tudo, queria seu sorriso, seus olhos, seus abraços, seu cheiro, seu jeito, seus beijos, não importava como ela só queria.
 Rolou o primeiro beijo, talvez de muitos, ou talvez de poucos (nessa historia tem muitos talvez eu admito u_u, mas a verdade é que não sei se posso dizerque foram certezas, bom continuando haha), mas naquele momento nada disso importava, ele queria estar ali, e ela também, foi o encaixe perfeito, quando seus lábios finalmente se encontraram, quando suas mãos finalmente se tocaram, quando eles puderam sentir o corpo um do outro, naquele momento foi.. não dá pra descrever.
 Eles trocaram sentimentos e palavras, se sentiam um do outro, só queriam estar juntos a todo momento, queriam se pertencer, mais não posso dizer que não existia medo, pois existia. 
 E como essa não é uma historinha clichê, ela não acaba como os contos de fadas onde o principe e a plebeia ficam felizes para sempre, ela não e feliz, ela não tem um final lindo, e eles não ganham nada, só a dor, dor da partida, onde ela não pode ter ele, por mais que seja seu mais incontrolavel desejo, por mais que ela saiba que o amor que ela sente não vai morrer. E o dele vai? Ela nunca vai saber, e nem ele saberá o quão forte era o que ela sentia.
 Mas uma coisa ele precisa saber, que ela nunca esquecerá nenhum momento que eles passaram juntos, ela não vai esquecer o sorriso, nao vai esquecer o toque, nem os beijos e abraços, e não vai esquecer como era a voz dele quando acabava de acordar, e nao vai esquecer que a mesma voz que ele acordava ficava o dia todo, voz de sono =), ela não vai esquecer das palavras, ela não vai parar de sentir, o dificil só vai ser ter que conviver com o fato de que ela não terá mais nada dele, vai acordar com sede de seus beijos e vontade dos teus carinhos, acordar triste por não poder ouvir sua voz, e mesmo assim ela vai ter um motivo pra acordar todos os dias, o motivo pelo qual ela está aqui, ele.

Ps: Eu estou aqui por você, sempre. 














sexta-feira, 27 de maio de 2011

Aos 13 anos.

Era mais um dia normal, frio pela manhã e mesmo assim o sol batia em sua janela. 
Ela abriu seus olhos lentamente, passou as mãos em seus olhos, abriu um sorriso timido e deu bom dia ao dia.
Levantou- se de sua cama lentamente, esticou seus braços e pernas e soltou um suspiro longo de preguiça. Calçou seu chinelo colorido, caminhou pelo seu quarto por alguns minutos e logo após se dirigiu ao banheiro, fez toda sua higiene matinal, e logo após foi tomar seu café da manhã.
Era só mais um dia normal, ela pensou, como todos aqueles repetidos que ela vivera durante seus 13 anos de vida. 
Sentou- se para tomar café da manhã junto com seus pais,  falava pouco, se alimentava rápido para ir a escola. Levantou- se foi até seu quarto se arrumou rápidamente e se dirigiu a porta de casa, dando um tchau apresado aos seus pais. 
Logo ao sair ela avista suas amigas, quais ela sempre vai acompanha para a escola, elas conversam alegremente até chegarem a escola, e em um passe de mágica aquela menina monotona sente um estalo profundo dominado seu peito. Por um minuto, o mais longo minuto, ela ficou paralisada, estática olhando fisuradamente para apenas um lugar, a mesa na cantina. Não, não era uma mesa qualquer, era aonde ele estava sentado. 
Pela primeira vez ela sentiu algo que nunca hávia sentido, nem ao menos algo parecido. Ela ficou atordoada, sem nem saber o que falar, ou o que fazer, disfarçava para que ele não notasse o que ela sentia e queria, passava a mãos em seus cabelos preocupada por não saber o que fazer em relação o que estava sentindo. Ela lentamente caminhou até a sua classe e os dois trocaram olhares, mais não era apenas uma troca de olhar, pois dava pra sentir ali naquele momento um sentimento tão sincero e ingênuo.
Depois de um tempo sentindo aquelas coisas estranhas, aquela menina monotona percebeu que estava loucamente apaixonada, e seus dias nunca mais foram os mesmos. Ela encontrou um motivo lindo pelo qual ela se arrumava, se sentia bonita e se amava todos os dias, ela encontrou aquilo que faltava, um sentimento de verdade.
Para amar, se apaixonar ou gostar loucamente de alguém não existe idade e nem receita, acontece sem que possamos perceber, mas fica marcado pelo resto da vida, porque nosso primeiro amor jamais será esquecido.